Meros Devaneios...

OLIVEIRA, Giselli.

Já me matei faz muito tempo
me matei quando o tempo era escasso
e o que havia entre o tempo e o espaço
era o de sempre
nunca mesmo o sempre passo

Morrer faz bem à vista e ao baço
melhora o ritmo do pulso
e clareia a alma

Morrer de vez em quando
é a única coisa que me acalma

Paulo Leminski.   (via antipoetico)

(via antipoetico)

Bem ou mal, ela sente sua ausência. Toda noite, evita estar em casa lembrando que o espaço do apartamento triplicou por um milhão. Sente falta de camisetas espalhadas aleatoriamente. Fica lembrando ele cozinhando espaguete al pesto, ou quando ele sentava na janela dedilhando “Tears In Heaven”, ou assistia o colorado comportadinho, roendo as unhas sem parar, os pés no sofá. Hoje, coleciona casos com cafajestes fajutos. Sente falta dos sermões que levava por andar descalça no chão frio. Verifica o funcionamento do telefone: tu-tu-tu. Presos pela liberdade, prosseguem cada um na sua, conectados por um fio invisível que não conduz mais eletricidade. Um fio de saudade dissonante e a certeza de que, amor como aquele deles, não acontece no tocar de uma varinha de condão.

Gabito Nunes.  (via emotizar)

(via emotizar)

'Inspiro, respiro, cuspo e acendo de novo.
Te fumo até as cinzas’

TRAGO A PESSOA AMADA.

'Inspiro, respiro, cuspo e acendo de novo.

Te fumo até as cinzas’

TRAGO A PESSOA AMADA.

Ele não sente a minha falta. E esse é o problema. O problema é ele não sentir, e eu sentir demais. O problema é ele conseguir rir de piadas sem graça, sair num sábado a noite e agir como se nada tivesse acontecido… E eu não conseguir fazer o mesmo.

Robin and Stubb  (via antipoetico)

(via antipoetico)